Jornalista fala sobre a saída da TV, o impacto pessoal do digital e a importância da narrativa consciente no século XXI
Em entrevista ao MDCast, apresentado por Márcia Dantas, a jornalista Analice Nicolau compartilha os bastidores de sua transição da televisão para o digital, aborda desafios pessoais recentes e defende uma comunicação baseada em escuta, propósito e responsabilidade cultural.
Transmitido no último dia de 2025, o episódio do MDCast aposta em um tom reflexivo para encerrar o ano. A presença de Analice Nicolau no programa conduzido por Márcia Dantas transforma o podcast em um espaço de análise sobre carreira, identidade e os impactos da tecnologia na comunicação contemporânea.
O diálogo se constrói de forma orgânica, valorizando pausas, experiências e aprendizados acumulados ao longo de décadas de atuação no jornalismo.
Durante 18 anos, Analice foi um dos rostos mais reconhecidos do jornalismo do SBT. A rotina intensa, os horários rígidos e a exposição constante fizeram parte de uma trajetória marcada por credibilidade e disciplina editorial.
A decisão de deixar a televisão, tomada há cinco anos, surgiu como uma ruptura necessária. No podcast, ela relata como o afastamento dos estúdios permitiu uma revisão profunda de prioridades e expectativas profissionais.
Longe da TV, Analice passou a atuar no digital com foco em estratégia, conteúdo orgânico e posicionamento de marca. Diferente de abordagens puramente mercadológicas, seu trabalho propõe transformar marcas em narrativas culturais, conectando propósito e impacto real.
No MDCast, ela critica a superficialidade de parte do discurso digital e defende a construção de reputações baseadas em consistência e verdade.
Um problema de saúde enfrentado recentemente reforçou a importância da escuta interna. O episódio aborda como o cuidado com o corpo e a mente influencia diretamente a forma de comunicar e se relacionar com o público.
Atualmente, Analice atua como colunista do Jornal de Brasília e da Revista GoWhere, além de desenvolver projetos ligados à inteligência artificial e letramento digital. No podcast, ela destaca a escrita como ferramenta de reconstrução pessoal e profissional.
O episódio encerra o ano com uma reflexão sobre coerência, legado e o papel ético da comunicação em tempos de excesso de informação.
