Por que o silêncio se tornou um gesto raro

Recebi do amigo um desejo de ano-novo que fugia do lugar-comum: “Feliz Ano Novo. Muita paz, saúde e (se possível) silêncio”. A frase, dita quase em tom de brincadeira, continha uma gravidade inesperada. Silêncio? Em tempos de notificações incessantes, opiniões instantâneas e ruídos morais amplificados, desejar silêncio é quase um gesto subversivo. Talvez porque confundamos silêncio com ausência. Como se silenciar fosse apagar-se, retirar-se do mundo ou desistir da palavra. Mas o silêncio verdadeiro não é vazio, pelo contrário, é densidade. Ele não nega o sentido; prepara-o. O pensamento profundo…

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