Quando a serenata me escolheu

Por Fredi Jon Antes de entrar no mundo das serenatas, eu folheava a revista Veja São Paulo como quem procura uma porta de saída. Nos anos 90 e começo dos anos 2000, era ali que o mercado de eventos respirava. Era ali que tudo acontecia. Eu ligava, tentava, e de novo e de novo. Precisava pagar as contas. Precisava viver. Precisava encontrar um jeito de continuar sendo músico sem abrir mão da alma. Foi assim que acabei trabalhando com um ator que fazia telegramas animados. Ele entrava com o teatro.…

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O Som que Transforma Ostras em Pérolas

por Fredi Jon Aprendi ao longo da vida que todo ser humano nasce ostra. Não por vocação marinha, mas por necessidade existencial. Somos sensíveis demais para o mundo que nos recebe e, cedo, entendemos que sentir tudo tem custo. O tempo faz seu trabalho silencioso: lança areia. Frustrações, ausências, afetos adiados. Para sobreviver, fechamos a concha. Chamamos isso de maturidade. Em muitos casos, é apenas cansaço bem organizado. A serenata surge quando a alma está protegida demais para continuar viva e ferida demais para se abrir sozinha. É exatamente nesse…

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São Paulo se prepara para acolher o lançamento de um dos livros mais impactantes do ano: Fredi Jon — O Cantador de Histórias

São Paulo, Brasil — O cenário literário brasileiro se prepara para receber uma obra que foge do óbvio e confronta o leitor com a vida como ela é. Fredi Jon — O Cantador de Histórias chega ao público reunindo relatos reais vividos por um artista que atravessou, com sensibilidade e coragem, ambientes onde quase ninguém costuma olhar com profundidade — e muito menos escutar. Conhecido por sua trajetória como músico e líder da Serenata & Cia, Fredi Jon transforma décadas de vivência em literatura. O livro reúne histórias vivenciadas em motéis, bordéis, hospitais, escolas, empresas…

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A sociedade do espetáculo permanente

Por Fredi Jon Vivemos um tempo em que a fronteira entre realidade e encenação foi perigosamente dissolvida. A vida, antes vivida em sua complexidade — com silêncio, contradições e amadurecimento — passou a ser reduzida a recortes performáticos, pensados não para existir, mas para aparecer. A lógica é simples e cruel: se não gera engajamento, não importa; se não viraliza, não existe. Nesse cenário, a moral deixou de ser um eixo orientador e passou a ser um acessório descartável. O que antes causaria vergonha hoje rende seguidores. O que antes…

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Presentes Caros, Valores Baratos – O Natal em tempos de consumo, certezas vazias e silêncio interior

Por Fredi Jon O Natal chega e o ser humano corre — não para dentro de si, mas para o cartão de crédito. Compra-se como quem tenta anestesiar o incômodo de existir. Quanto mais vazio, mais sacola. Chamamos isso de tradição, mas soa mais como fuga. Se o Natal fosse cancelado, o que sobraria de nós? Silêncio? Afeto? Ou só a ansiedade por não saber quem somos sem o ritual do consumo? Vivemos a era da certeza sem estudo. Nunca se leu tão pouco e nunca se falou tanto. Opinião…

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Natal não é troca. É encontro.

Por Fredi Jon O Natal nasceu como um ritual de valores, mas aos poucos foi sendo reduzido a um ritual de trocas. Trocam-se caixas, embrulhos, senhas, cliques. Pouco se trocam presença, escuta, verdade e tempo. Talvez porque valores exigem entrega real — e presentes podem ser comprados com pressa. O ser humano moderno não deixou de amar; deixou de sustentar o amor com atenção contínua. É mais fácil comprar algo do que olhar alguém nos olhos. É mais confortável deslizar o dedo pela tela do que sustentar o silêncio de…

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A Escuridão que não se apaga: Quando a falta de energia é apenas o reflexo de uma crise maior

Por Fredi Jon A falta de luz vai muito além da simples ausência de energia elétrica. Ela reflete uma lacuna profunda na consciência coletiva e na forma como as estruturas de poder e de fé têm conduzido a sociedade. Quando falamos em “falta de luz”, não nos referimos apenas à escuridão nas ruas, mas à escuridão nas mentes, naqueles que governam e nas instituições que deveriam ser os faróis de orientação e solução para os problemas da população. Na política, a falta de luz é uma metáfora poderosa para a…

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Dia do Músico em tempos de IA: A voz que ainda vem da alma

Por Fredi Jon Em tempos em que a inteligência artificial compõe sinfonias, afina vozes e até tenta reproduzir emoções, o Dia do Músico surge como um convite à reflexão sobre a essência do som humano. As máquinas aprendem padrões, mas desconhecem o instante sagrado em que o silêncio se transforma em sentimento. A tecnologia pode gerar acordes impecáveis, mas não entende o arrepio que antecede o primeiro toque de um violão, nem o olhar que o músico lança ao público antes de cantar o que ainda não sabe dizer em…

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O silencio dos 364 dias

Por Fredi Jon A pior forma de racismo não é discutir o tema no Dia da Consciência Negra — é fingir que o problema só existe nele. Transformar um drama histórico em uma data específica é confortável demais para um país que insiste em se enxergar como “cordial”. É fácil postar no dia 20 de novembro; difícil é encarar o restante do ano em que os números continuam gritando e quase ninguém escuta. Se a desigualdade não tira férias, por que a consciência deveria? Se a violência contra jovens negros…

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Dia nacional da filosofia e o impacto da mídia: Entre reflexão, manipulação e superficialidade

Por Fredi Jon Hoje, 18 de outubro, celebramos o Dia Nacional da Filosofia, ao mesmo tempo em que se comemora o Dia da Televisão. Essa coincidência nos convida a refletir sobre dois mundos aparentemente antagônicos: de um lado, a filosofia, que busca a profundidade do pensamento e a verdade; de outro, a televisão e a mídia em geral, que, muitas vezes, se tornaram instrumentos de manipulação e superficialidade. A televisão, inicialmente vista como uma ferramenta de educação e informação, se transformou em um poderoso veículo de entretenimento e consumo rápido…

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