A sociedade do espetáculo permanente

Por Fredi Jon Vivemos um tempo em que a fronteira entre realidade e encenação foi perigosamente dissolvida. A vida, antes vivida em sua complexidade — com silêncio, contradições e amadurecimento — passou a ser reduzida a recortes performáticos, pensados não para existir, mas para aparecer. A lógica é simples e cruel: se não gera engajamento, não importa; se não viraliza, não existe. Nesse cenário, a moral deixou de ser um eixo orientador e passou a ser um acessório descartável. O que antes causaria vergonha hoje rende seguidores. O que antes…

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