Entre aparelhos e canções: o adeus de d. Eunice

Por Fredi Jon Naquela noite de inverno, na Serra da Cantareira, o frio não era o que mais incomodava. Havia algo mais denso no ar, uma espécie de silêncio que não era vazio, era carregado. Como se a casa, lá no alto da escada longa e difícil, soubesse que estava vivendo seus últimos capítulos com alguém que sempre foi o seu centro. Sueli não começou essa história pensando na vizinha. Ela queria uma serenata para a própria mãe. Algo bonito, delicado. Mas bastou atravessar o portão, bastou ouvir o que…

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